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sábado, 2 de março de 2013

"História" ... para quê ?

Vamos fazer um simples exercício mental sobre a importância do Passado e da História.

Todos nós já ouvimos falar que estudar História é importante, pois assim aprendemos com os erros passados o que não devemos fazer no futuro, não é mesmo? mas a pergunta que sempre me faço é se isso realmente funciona? estamos corrigindo nossos erros? ou estamos constantemente reinventando novos métodos de errar novamente?

Vejamos um simples exemplo como o da Escravidão Humana.

Já existia à época das construções das pirâmides; existiu na Roma Antiga; foi de suma importância na expropriação das riquezas minerais das Américas à época das Grandes Navegações e dos Descobrimentos, e aqui - muito bem documentado - fica claro, que a tráfico negreiro foi acabando, não porque fomos nos tornando mais humanos e sensíveis, mas porque a industria mercantilista e manufatureira que surgia necessitava de mercado consumidor para os seus produtos.
Acabaram-se os escravos? claro que não! A indústria manufatureira, cada vez mais agressiva, agora se hospeda em um país que lhe estabelece garantias de lucros infindáveis, e suas sucursais multinacionais usurpam da riqueza e da mão de obra baratíssima em qualquer local do globo que lhe seja favorável; os povos e países pobres continuam sendo explorados em seus recursos naturais e em sua mão de obra extremamente barata, que beira à escravidão. Grandes empresas, com ar de respeitabilidade, continuam usando deste artíficio em outros países, que não a sua sede: a escravidão. Temos escravidão de mulheres para atuarem em prostíbulos, temos escravidão de crianças para pedofilia, temos escravidão de crianças e velhos para atuarem na em empresas de fundo de quintal, que fornecem serviço tercerizados para "empresas respeitáveis", temos as classes operárias subjugadas, que é a nova forma de escravidão moderna, e a lista não para de crescer.

Aprendemos alguma coisa com a História? NÃO.

As coisas acontecem do jeito que precisam acontecer e tudo o que importa é o AGORA.

As grandes corporações não estão nem aí para o passado, nem tão pouco a classe política, que apenas usam o passado para fazerem suas citações imponentes. 
George Orwell (pseudônimo), em seu livro, "1984", faz uma bela analogia com o que podemos fazer da história. Ele descreve ali uma possível sociedade, num possível futuro da Terra, onde o povo é manipulado em suas opiniões por um partido político. Um dos mecanismos desta manipulação é distorcer a história, pois todo o fato ocorrido no presente ou passado passa pelo crivo de uma máquina administrativa; se o fato é desfavorável aos interesses do grupo no poder, este fato é transformado em uma nova versão "agradável" antes de cair na distribuição pela mídia. Acontece que mesmo a mentira que se espalha e se repete inúmeras vezes, acaba por se tornar uma verdade quase que incontestável.

Ora, se trouxermos esta analogia para nosso mundo atual, veremos que algo parecido ocorre com a indústria de Hollywood. Cada vez vemos mais filmes, reportagens, documentários, todos saindo de um único ponto de vista, e falando sobre guerras, atentados, terrorismo, enfim..."história", em uma única versão dos fatos, e isso acaba sendo uma verdade. Hoje, eu, brasileiro, conheço mais sobre as figuras políticas dos Estados Unidos, do que as do Brasil; sei quem é Lincoln, JFK, Nixon, Truman, mas não sei quem é Getúlio, Jucelino, Rio Branco.

Amigos, a História está sendo mudada.
E isto importa? sim, se levarmos em conta o poder de uma nação, e de como ela manipula a informação para levar seus intentos adiante.

Mas o que aconteceu na história, realmente pode ter ficado para trás e em nada ter ajudado a construir o que somos hoje. O que somos hoje pode não ter nada a ver com o que fomos ontem. Quando eu nasci eu era uma pessoa, na minha adolescência eu fui outra pessoa, e de lá para cá, com agregações que fiz em meu intelecto e consciência, tornei-me novamente outra pessoa. Se não houvesse um quadro na minha parede me mostrando como eu era na infância, eu poderia até dizer que estou existindo a partir de hoje, e um fato assim é muito bem postulado por Julian Baggini (O Porco Filósofo) em seu 43º conto (Choque do Futuro) "http://books.google.com.br/books?id=h2PcKZmLxswC&pg=PA134&lpg=PA134&hl=pt-BR"

Se eu começar a pensar cientificamente, posso até tentar postular alguma coisa no sentido de que não existe nada atrás de mim, nem nada a minha frente, tudo o que existe é o agora. O fato de eu não aprender com meus erros passados pode implicar no fato simples de que passado, presente e futuro é fruto de uma única realidade, que existe apenas dentro da minha mente. Se sonho, por exemplo, este sonho fica guardado em engramas de memória em meu cérebro; e se algo acontece "realmente" comigo hoje, isto também fica guardado em engramas de memória no meu cérebro; e ambos os engramas me permitem recuperar a informação no dia seguinte. Sabe qual a diferença entre o engrama de memória de um fato real e a de um sonho? nenhuma diferença! são absolutamente iguais: fruto da nossa mente. Sabe quanto tempo "real" pode durar uma aventura completa e repleta de ação em meus sonhos? talvez 2 ou 3 minuntos... dependendo do tão casado eu esteja no momento. O cérebro não carrega essa noção de tempo, nem tão pouco a noção de presente, passado ou futuro, que é fruto apenas de nosso inconsciente coletivo, que é extremamente material, e precisa destas referências.

Até mesmo pesquisadores sérios da ciência têm se preocupado com o aspecto do tempo.

Hoje, sabe-se que nada pode se aproximar à velocidade da luz, porque a quantidade de energia teria que ser infinita para conseguir esta façanha; mas a teoria permite especular que existam partículas que vivem num mundo de hipervelocidade, superior a da luz, isto explicaria algumas experiências que já podem ser feitas hoje em dia com "spin" (uma das caracteristicas de particulas elementares, a rotação): se você girar uma partícula num sentido, no planeta Terra, o seu par complentar irá girar analogamente na direção contrária, não interessando o quão distante do planeta Terra essa particula esteja: é instantâneo, no mesmo tempo; isto implica em dizer, que esta particula não tem passado, pois neste mundo de altas velocidades, tudo ocorre no mesmo tempo: passado, presente e futuro. Há experimentos científicos, inclusive, que dizem que uma partícula, já prevê seu comportamento futuro, e toma uma decisão anterior, sobre qual ação seguir (testado dentro de ciclotrons), isto, claro, dá muitas expeculações, incluvisve aquelas que dizem respeito à cura quântica, que diz que a minha "intenção" é fundamental no processo de cura terapêutica: o que eu pensar agora, influi no que vai ocorrer depois.

"A MINHA REALIDADE FUTURA É CONSTRUIDA A PARTIR DO MEU QUERER PRESENTE".

Esqueça tudo o que eu escrevi acima, pois isso agora já é passado.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Lincoln


          Infelizmente, MUITA gente acha que o cinema é realmente baseado em fatos reais, e então, a indústria de Hollywood continua fabricando seus heróis nacionais. Esquecemos, com frequencia, que os heróis são aqueles surgidos do povo, que normalmente lutam contra o "sistema"; os heróis normalmente morrem ou "são matados" e fazem parte dos "perdedores" nos livros de história. Um presidente nada mais é, na maioria das vezes, do que um representante da classe dominante.

LINCOLN... ainda bem que não "emplacou na galeria"; ...você vai comprar esta idéia do herói fabricado no "cinemark", de novo .. ???



Segue trecho de um livro do Eduardo Galeano, que em um breve resumo, expõe como a América Latina foi - e está sendo - drenada de seus recursos naturais, e de como sua mão de obra barata foi explorada - e ainda é -, e de como classes raciais ou segregadas foram exterminadas sem piedade, e de como  funciona a exploração do mundo dos mais fracos pelos mais fortes, sim, porque tudo se resume nisso. Nada mudou.


"OS FLIBUSTEIROS NA ABORDAGEM

Na concepção geopolítica do imperialismo, a América Central não é mais do que um apêndice natural dos Estados Unidos. Nem sequer Abraham Lincoln, que também pensou em anexar seus territórios, pôde escapar aos ditados do “destino manifesto” da grande potência sobre suas áreas contíguas.
Em meados do século passado, o flibusteiro William Walker, que operava em nome dos banqueiros Morgan e Garrison, invadiu a América Central à frente de uma quadrilha de assassinos, que se autodenominavam “a falange americana dos imortais”. Com o apoio oficioso do governo dos Estados Unidos, Walker roubou, matou, incendiou e se proclamou presidente, em expedições sucessivas, da Nicarágua, El Salvadore Honduras. Reimplantou a escravidão nos territórios que sofreram sua devastadora ocupação, continuando, assim, a obra filantrópica de seu país nos Estados do México que tinham sido ocupados, pouco antes.
Em seu regresso aos Estados Unidos; foi recebido como um herói nacional. Desde então sucederam-se as invasões, as intervenções, os bombardeios, os empréstimos obrigatórios e os tratados firmados ao pé do canhão. Em 1912, o presidente William H. Taft afirmava: “Não está longe o dia em que três bandeiras de listras e estrelas marcarão em três lugares eqüidistantes a extensão de nosso território: uma no Pólo Norte, outra no canal do Panamá e a terceira no Pólo Sul. Todo o hemisfério será nosso, de fato, como, em virtude de nossa superioridade racial, já é nosso moralmente”. Taft dizia que o reto caminho da justiça na política externa dos Estados Unidos “não exclui de modo algum uma ativa intervenção para assegurar a nossas mercadorias e a nossos capitalistas facilidades para as inversões lucrativas”. Nesta mesma época, o ex-presidente Teddy Roosevelt recordava em voz alta a brilhante amputação de terra à Colômbia: “I took the canal”, dizia o novo Prêmio Nobel da Paz, enquanto contava como tinha inventado o Panamá. A Colômbia recebera, pouco depois, uma indenização de US$25 milhões: era o preço de um país nascido para que os Estados Unidos dispusessem de uma via de comunicação entre ambos os oceanos.
As empresas apoderavam-se de terras, alfândegas, tesouros e governos; os marines desembarcavam por todas as partes para “proteger a vida e os interesses dos cidadãos norte-americanos”, álibi exato que utilizariam, em 1965, para apagar com água benta as marcas do crime da República Dominicana. A bandeira envolvia outras mercadorias. O comandante Smedley D. Butler, que encabeçou muitas das expedições, resumia assim sua própria atividade, em 1935, já aposentado: “Passei 33 anos e 4 meses no serviço ativo como membro da mais ágil força militar deste país: o Corpo de Infantaria da Marinha. Servi em todas as hierarquias, desde segundo tenente até general-de-divisão. E durante todo este período, passei a maior parte do tempo em funções de pistoleiro de primeira classe para os Grandes Negócios, para Wall Street e para os banqueiros. Em uma palavra, fui um pistoleiro do capitalismo... Assim, por exemplo, em 1914 ajudei a fazer com que o México, e em especial Tampico, se tornassem uma presa fácil para os interesses petrolíferos norte-americanos. Ajudei a fazer com que o Haiti e Cuba fossem lugares decentes para a cobrança de juros por parte do National City Bank... Em 1909-1912 ajudei a purificar a Nicarágua para a casa bancária internacional Brown Brothers. Em 1916, levei a luz à República Dominicana, em nome dos interesses açucareiros norte-americanos. Em 1903, ajudei a ‘pacificar’ Honduras em benefício das companhias frutíferas norte-americanas".

Nos primeiros anos do século, o filósofo William James tinha ditado uma sentença pouco conhecida: “O país vomitou de uma vez e para sempre a Declaração de Independência...” 

Para dar apenas um exemplo, os Estados Unidos ocuparam o Haiti durante vinte anos, e ali, nesse país negro que tinha sido o cenário da primeira revolta vitoriosa dos escravos, introduziram a segregação racial e o regime de trabalhos forçados, mataram mil e quinhentos operários em uma de suas operações de repressão (segundo a investigação do Senado norte-americano em 1922) e, quando o governo local se negou a converter o Banco Nacional numa sucursal do National City Bank de Nova Iorque, suspenderam o pagamento do presidente e de seus ministros, para que mudassem de opinião.

Histórias semelhantes se repetiam nas demais ilhas do Caribe e em toda a América Central, o espaço geopolítico do Mare Nostrum do Império, ao ritmo alternado do big stick ou da “diplomacia do dólar”.
O Corão menciona a bananeira entre as árvores do paraíso, mas a bananização da Guatemala, Honduras, Costa Rica, Panamá, Colômbia e Equador permite suspeitar que se trata de uma árvore do inferno. Na Colômbia, a United Fruit tinha-se tornado dona do maior latifúndio do país, quando explodiu, em 1928, uma grande greve na costa atlântica. Os trabalhadores nas plantações de bananas foram aniquilados a bala, em frente a uma estação ferroviária. Um decreto oficial fora ditado: “Os homens da força pública ficam livres para castigar pelas armas...” e depois não houve necessidade de baixar nenhum decreto para apagar a matança da memória oficial do país. Miguel Ángel Asturias narrou o processo da conquista e o saque da América Central.
O Papa Verde era Minor Keith, rei sem coroa da região inteira, pai da United Fruit, devorador de países: “Temos portos, ferrovias, terras, edifícios, mananciais - enumerava o presidente -; corre o dólar, fala-se o inglês e se hasteia nossa bandeira...” “Chicago não podia senão sentir orgulho deste filho que marchou com um par de pistolas e regressava para reclamar seu posto entre os imperadores da carne, reis das ferrovias, reis do cobre, reis do chiclete”. Em O paralelo 42, John dos Passos traçou a rutilante biografia de Keith, biografia da empresa: “Na Europa e Estados Unidos as pessoas começaram a comer bananas, assim que tombaram as selvas através da América Central para semear bananas e construir ferrovias para transportá-las, e cada ano mais vapores da Great White Fleet iam para o norte repletos de bananas; essa é a história do império norte-americano no Caribe e do canal de Panamá e do futuro canal de Nicarágua e os marines e os encouraçados e as baionetas...”
As terras ficavam tão exaustas quanto os trabalhadores; às terras roubavam o húmus e aos trabalhadores os pulmões, porém, sempre havia novas terras para explorar e mais trabalhadores para exterminar. Os ditadores, próceres de opereta, velavam pelo bem estar da United Fruit com o punhal entre os dentes. Depois, a produção de bananas foi decaindo e a onipotência da empresa de frutas sofreu várias crises; mas a América Central continua sendo, em nossos dias, um santuário do lucro para os aventureiros, embora o café, o algodão e o açúcar tenham derrubado os bananais de seu pedestal de privilégio. Todavia as bananas ainda são a principal fonte de divisas para Honduras e Panamá e, na América do Sul, foi até pouco tempo a do Equador. Por volta de 1930, a América Central exportava 38 milhões anuais de cachos e a United Fruit pagava a Honduras um centavo de imposto para cada cacho. Não havia e não há maneira de controlar o pagamento de mini-impostos (que depois subiu um pouquinho), porque a United Fruit exporta e importa o que desejar à tizargem das alfândegas estatais. A balança comercial e o balanço de pagamentos do país são obras de ficção, a cargo de técnicos de pródiga imaginação."

As Veias Abertas da América Latina. Eduardo Galeano

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Discurso do Método.

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1225033&tit=Genericos-Devemos-usa-los-ou-ignora-los

http://www.cartacapital.com.br/saude/o-risco-das-agulhas-nas-maos-erradas/#todos-comentarios

http://saudealternativa.org/2010/08/27/fitoterapia-x-drauzio-varella/

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/11/anvisa-proibe-bebidas-e-alimentos-base-de-aloe-vera.html

http://hypescience.com/18064-filtro-solar-pode-aumentar-o-risco-de-cancer/

http://amigosdacura.ning.com/profiles/blogs/o-perigo-dos-bloqueadores

http://caminhosdaenergia.blogspot.com/2011/12/medicina-e-ciencia-uma-uniao-que-da-ate.html


Certamente se eu vasculhasse com cuidado toda a literatura e toda a mídia informativa sobre notícias que procuram orientar a população sobre o que está certo ou errado sobre a o uso de produtos e alimentos para nossa saúde, eu encontraria muito mais fontes do que as poucas e ilustrativas, que expus acima.
Mesmo vindo de fontes confiáveis, nem sempre essas notícias nos trazem toda a verdade. Cito como principal exemplo a notícia sobre fitoterápicos do Dr. Drauzio Varella (Fantástico, 2010), que em linguagem mais usual, disse que o "chazinho da vovó pode fazer mal à saúde", mas que aos olhos de uma grande parcela de profissionais de saúde, pode encobrir uma terrível verdade: a indústria farmacêutica vê com espanto o avanço de produtos naturais, que na maioria das vezes pode ser usado sem qualquer indicação médica ou participação desta mesma indústria - e que combatem com eficiência uma grande quantidade de males, serem usados pela população, diminuindo desta forma os lucros milionários destas empresas; ou a noticia divulgada pela revista online Carta Capital, que em entrevista a um acupunturista-médico, omitiu a opinião de uma infinidade de profissionais da saúde, que não são médicos e que são realmente quem exerce a acupuntura no Brasil, impondo à população a ideia de que acupuntura é perigosa.
Também, a proibição pela ANVISA de produtos que não têm comprovação científica de que não fazem mal ao paciente, como é o caso recente do ALOE VERA, que ao meu ver é um grande erro, pois primeiro, um produto não precisa ser retirado do mercado porque não tem comprovação científica de seu uso já que esta é apenas uma das maneiras de você obter informações sobre alguma coisa, o método empírico de observação também seria um método apropriado de estudo, quando bem elaborado, e segundo, se o critério de retirar produtos do mercado fosse realmente um estudo científico, então muitos remédios deveriam ser "obrigatoriamente" retirados de circulação, pois bastaria ver na bula, em "efeitos colaterais" a quantidade enorme de situações onde estudos comprovam que eles causam danos a saúde.

A impressão que fica é que sempre que alguém emite uma opinião sobre algum assunto esta mesma opinião terá duas versões, e as duas serão igualmente válidas dependendo dos interesses que estas duas opiniões representem, e não teremos como saber a verdade pela simples razão de não conhecermos os fatos na sua totalidade.


Aproveitei a folga do carnaval para por minha leitura em dia, pois há tempos que eu estava querendo ler Descartes. Cito abaixo a sinopse do livro: Discurso do Método, de René Descartes:

"Cogito ergo sum. "Penso, logo existo." Tal proposição resume o espírito de René Descartes (1596-1650), sábio francês cujo Discurso do método inaugurou a filosofia moderna. Em 1637, em uma época em que a força da razão tal qual a conhecemos era muito mais do que incipiente, e em que textos filosóficos eram escritos em latim, voltados apenas para os doutores, Descartes publicou Discurso do método, redigido em língua vulgar, isto é, o francês. Ele defendia o "uso público" da razão e escreveu o ensaio pensando em uma audiência ampla. Queria que a razão – este privilégio único dos seres humanos – fosse exatamente isso, um privilégio de todos homens dotados de senso comum.
Trata-se de um manual da razão, um prático "modo de usar". Moderno, Descartes postulava a idéia de que a razão deveria permear todos os domínios da vida humana e que a apreciação racional era parâmetro para todas as coisas, numa atividade libertadora, voltada contra qualquer dogmatismo. Evidentemente, tal premissa revolucionária lhe causaria problemas, sobretudo no âmbito da igreja: em 1663, vários de seus livros foram colocados no Index. Razão alegada: a aplicação de exercícios metafísicos em assuntos religiosos. Discurso do método mostra por que Descartes – para quem "mente", "espírito", "alma" e "razão" significavam a mesma coisa – marcou indelevelmente a história do pensamento."

Sinopse da editora: L&PM POCKET: Porto Alegre, 2009.


Na acupuntura, muito falamos, inclusive eu, que o maneira atual de se fazer medicina é oriundo do método cartesiano, onde para entender um fato precisamos duvidar deste fato e não apenas crer que ele existe.
Descartes elaborou um pensamento para testar suas teorias sobre o funcionamento das coisas, que era dividido em quatro etapas:

"- o primeiro era o de nunca aceitar algo como verdadeiro que eu não conhecesse claramente como tal; ou seja, de evitar cuidadosamente a pressa e a prevenção, e de nada fazer constar de meus juízos que não se apresentasse tão clara e distintamente a meu espírito que eu não tivesse motivo algum de duvidar dele;

- o segundo, o de repartir cada uma das dificuldades que eu analisasse em tantas parcelas quantas fossem possíveis e necessárias a fim de melhor solucioná-las;

- o terceiro, o de conduzir por ordem meus pensamentos, iniciando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para elevar-me, pouco a pouco, como galgando degraus, até o conhecimento dos mais compostos, e presumindo até mesmo uma ordem entre os que não se precedem naturalmente uns aos outros;

- e o último, o de efetuar em toda parte relações metódicas tão completas e revisões tão
gerais nas quais eu tivesse a certeza de nada omitir."

O método acima foi sendo reproduzido pelos anos seguintes e idealizados em todo um sistema filosófico que nos foi trazido até hoje: a maneira de se fazer uma pesquisa científica onde dividimos tudo em partes e testamos cada uma destas partes para ver se ela influencia o todo; a produção em massa nas fábricas onde o operário se especializa por demais em uma única tarefa; a medicina ocidental que sofreu um reforma em 1910 para se adequar a este sistema, onde todo o individuo, o serviço de saúde e a própria profissão de médico é dividida em diversas especialidades.

Isto, sem dúvidas, trouxe avanças tecnológicos consideráveis, mas, infelizmente, perdemos a noção do todo, do conjunto e que hoje se faz necessário. Nós, na acupuntura, falamos muito em tratar a saúde de maneira holística, pois de certa forma, a acupuntura é exatamente isso: você não é dividido em joelho, olhos, coração, seja lá quantas partes forem necessárias, mas você é visto como um todo, onde qualquer sintoma tem interação com outro sintoma; e o tratamento também é global.

Descartes pregava este conhecimento global?

Bem, não dá para conhecer um autor ou sua obra com a leitura de apenas um livro, mas já neste livro fica clara a impressão que ele não estava contente com as informações que pessoas ou entidades lhe impunham como verdades, exatamente como as informações que passei acima nesta postagem com aqueles links.

Ele era uma pessoa extramente instruída para os padrões de sua época, frequentou as melhores escolas, convivia com doutos e mesmo assim tinha muitas desconfianças sobre todas estas verdades que lhe chegavam aos ouvidos.

Ele preferiu afastar-se das pessoas letradas, que tinham suas próprias verdades, e foi viajar (por nove anos) para conhecer outras verdades, que segundo ele, também eram igualmente válidas; e em seu retorno ele chegou a conclusão que ambas as verdades eram válidas, ... mas não para ele.

Para encurtar a história, ele preferiu desconsiderar tudo o que lhe falavam que era verdade e começou a analisar uma a uma, considerando apenas o que a sua razão lhe permitia aceitar como verdade. Partiu da premissa que o seu próprio pensamento era uma realidade para poder estar questionando tudo ("Penso, logo existo") e a partir daí ele criou um método próprio de análise de todas as verdades, que acabou por influenciar todas as gerações futuras.

Voltando aos exemplos lincados logo acima, seria muito interessante que nos apegássemos novamente às ideias de René Descartes, jogando fora toda a informação que nos chega via mídia informativa, pois elas parecem estar cheias de vieses; talvez devêssemos ser céticos sempre e analisar cada uma dessas informações sob o nosso próprio ponto de vista.

Talvez precisemos de alguém que jogue toda esse informação inútil fora e nos forneça um novo sistema de encarar a vida e de como analisar tudo, agora sob uma nova ótica.

Mas René Descartes não era totalmente cartesiano, e o pessoal da acupuntura pode ainda levar um pouquinho de fé nele, pois mesmo tendo criando um critério de análise das coisas, que fragmentava tudo, duvidava de tudo e depois testava tudo sob a ótica da razão, ainda assim, em outro livro - Principia Philosohia, 1644 - ele diria que "a visão forte ou clara se produz quando a coisa é vista numa grande luz; ela é fraca ou obscura quando a coisa é vista numa luz tênue, tal como no eclipse do sol ou ao luar" , que é uma típica visão holística das coisas, tal qual a acupuntura trabalha seus pacientes ou como um místico tibetano encara a vida.



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Tempo

No Primeiro Simpósio para a Integração da Consciência de Gaia - que, de fato, nunca ocorreu - o conferencista Kether Weisskopff, da Universidade Hebraica de Jerusalém - que, de fato, nunca existiu - discorre sobre o conceito físico-matemático de "Tempo".

"O Tempo é uma abstração à qual chegamos por meio das mudanças que ocorrem nas coisas." Sem sua face subjetiva e imaginária o universo seria apenas um gigantesco cadáver, e a transformação que aí poderia ocorrer seria algo como um apodrecimento – promovido pela entropia. O tempo é imaginário e subjetivo. A noção de tempo bidimensional emerge quando tomamos ciência de que cada subjetividade tem seu tempo-próprio, sua linha-mundo exclusiva."


Nesta palestra, Weisskoptt esclarece que ao lidarmos com conceitos espaciais da física adotamos que existem 3 dimensões de espaço e 1 de tempo, e entendemos também que Einstein reconfigurou o espaço para que este pudesse englobar o tempo, constituindo o que hoje chamamos de espaço-tempo, mas, também podemos adotar, para efeitos de entendimento da Totalidade - em substituição a Universo - a premissa de que poderia existir 3 dimensões para o tempo, além das 3 dimensões hatituais para espaço:

A primeira dimensão do tempo seria aquela famosa linha reta que conhecemos, e que liga todos nós no mesmo lugar comum, o que está em nossos relógios, que marca os dias, meses, as estações;

Já o tempo bi-dimensional ocorreria na subjetividade consciente e inconsciente de cada indivíduo, que como exemplo citaria aqui aquele tempo que passa mais rápido quando somos mais velhos e que é mais lento quando somos jovens, ou o tempo de um dia tedioso que nunca passa e outro dia atarefado em que precisariamos de um dia de 25h, talvez um outro exemplo fosse o tempo que se passa em nossos sonhos, onde vivemos presente, passado e futuro num unico instante de 5 minutos de sonho, fazendo-nos parecer que o sonho demorou horas;

Por fim, o tempo tri-dimensional, que uniria todos esses conceitos em uma única gemometria, e que estaria completamente compreendida no universo da subjetividade, que comportaria os fenômenos imaginários e irreais. "O tempo tridimensional (...), está além da capacidade humana de abstrair e imaginar: é o domínio dos deuses. Mas, pode ser vislumbrado, com uma analogia geométrica equivalente – que deve ser apreciada nos estritos limites de uma metáfora. Imagine-se o deslocamento do tempo-superfície, formado pelo tecido de todas as subjetividades, numa dimensão perpendicular a ele próprio, criando algo como um volume, o "volume" absoluto onde a totalidade evolui, que tudo contém e não tem limites nem lado de fora. O tempo tridimensional, com seus contúdos subjetivos, é o equivalente mais próximo que podemos conceber da "mente" de Deus; assim como o espaço tridimensional, com seus conteúdos objetivos, pode ser uma metáfora do seu "corpo"."


Essa forma de encarar o tempo sob a ótica de três dimensões, vai de encontro a uma característica da matemática, que tende a encontrar artifícios imaginários para tornar suas fórmulas matemáticas esteticamente perfeitas, tal qual a forma encontrada para achar a raiz quadrada de um número negativo, ou o artificio do número fracionário para quando uma divisão não haja resto inteiro, ou mesmo o artificio do número que não existe, o zero, quando subtraimos um número de seu semalhente, ou ainda, números espelhados, como são os número negativos, e a lista é longa.



"Sobre Deus e o tempo, o filósofo cristão Tomás de Aquino já dizia, num dos seus textos:

Apesar de todos os eventos se tornarem reais sucessivamente, Deus não os conhece como os conhecemos, isto é, à medida que ocorrem, mas simultaneamente. Todas as coisas no tempo são presentes em Deus na eternidade, porque seu olhar tudo vê como presente.

Mais adiante, acrescentava:

A alma é parte do tempo, existindo acima do tempo, na eternidade: contém a natureza, mas ultrapassa o movimento físico medido pelo tempo. O tempo é a medida da transformação; eternidade é medida de permanência.

Chegamos, portanto, ao limiar inapreensível da eternidade. Quem aqui puder se movimentar livremente será um deus, ou Ele Próprio.
Depois desta jornada gnóstica vemos, entre espantados e descrentes, que o tempo dos físicos e da entropia, o tempo linear dos relógios e dos calendários, da erosão e das rugas, este tempo cotidiano que pinga, pinga, pinga, pinga, pinga, incessantemente, é apenas o resultado de um pequeno vazamento no imensurável tanque da Eternidade."

sexta-feira, 22 de julho de 2011

We are BORG, no more. Now, we are ANONYMOUS.

We are BORG, no more. Now, we are ANONYMOUS

video

We are the BORG, no more:


Now, we are ANONYMOUS:

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Acupuntura e saúde - uma visão em 3D da vida.

Como acredito que discutir saúde seja de interesse geral, tomei a liberdade de trazer aqui pro blog dois textos de minha autoria, que eu já havia posto para discussão em duas listas do yahoo: http://br.groups.yahoo.com/group/acupunturabrasil/ e http://br.groups.yahoo.com/group/prosaudebrasil/ . O texto, logo abaixo, sofreu algumas adaptações aqui para o blog, bem como algumas correções, afinal, sempre é possível enxugar um pouquinho mais.

> -------Mensagem original-------
> De: XXXXXX
> Data: XXXXXXXXXX
> Para: XXXXXXXXXX
> Assunto: [prosaudebrasil] Fraude com placebos abala as bases da ciência médica moderna
> Fraude com placebos abala as bases da ciência médica moderna; milhares de ensaios clínicos invalidados

Alguém respondeu:

> excelente artigo!
> fato é que a ciência que se produz hoje não chega nem perto de cobrir todas as variáveis de um problema, e não pode, simplesmente é incapaz de avaliar impactos de ações em longo > prazo (várias gerações humanas).
> XXXX X XXXXX

1º TEXTO.

Olá (XXXX X XXXXX )
Muito acertado sobre a ciência não cobrir tudo!

Estamos ainda sobre os alicerces do pensamento cartesiano proposto por René Descartes, onde precisamos quebrar tudo em pequenos pedaços para poder entender o Todo. Só que nos preocupamos demais com esses pequenos pedaços (diversas variáveis) que nos esquecemos do geral. Esses pequenos pedaços não interessam realmente, mais a relação que um faz com o outro é o que importa . Veja que o médico se preocupa com o pulmão, o joelho, o coração, mas não se preocupa com o que a pessoa sente, não se preocupa com o todo; não interessa se um pulmão está doente, pois no fundo isso implica no individuo ficar doente!

Agora, veja os milhões de anos que se passaram para que enfim chegássemos a ser o individuo, ainda imperfeito, que somos hoje!... veja quantas conexões tivemos que fazer com tudo que nos cerca: ar, água, outros seres vivos, florestas; então, se você (genérico) acha que desmatar a floresta amazônica não vai influenciar no povo europeu, ou extrair pedras da África não vai afetar o cidadão estadunidense, ou ainda que pisar numa borboleta aqui no Brasil não vai afetar o esquimó.....ledo engano!!!

Estamos inseridos em milhares, quiçá milhões de interconexões estabelecidas pelo tempo e pela evolução, são milhões de variáveis que temos que colocar numa pesquisa científica, e não apenas fecharmos em poucas variáveis controladas com placebo, duplo cego, grupo controle, etc.: é simplesmente impossível quantificar a vida!

Claro que, se vivemos num mundo capitalista, onde quantizamos tudo, para controlar, reproduzir e depois vender a preço de ouro, estas pesquisas ainda são importantes, pois como exemplo, se você precisar corrigir um problema genético na sua família, ainda assim vai precisar comprar a patente do Mr. Craig Venter (Celera CO.), ou usar de seus serviços.

A conclusão que se chega é que devemos mudar o foco para estudar a saúde, devemos quebrar o paradigma do método cartesiano e evoluir um pouco mais na nossa filosofia.

A física quântica desponta hoje como um novo olhar para a ciência e nos mostra que dentro da matéria não existe matéria, mas apenas energia, e que esta matéria que pensamos estar num ponto fixo, não está lá realmente, a matéria só está lá quando olhamos para lá, na verdade o que existe é uma probabilidade de ela estar lá. Isso implica em dizer que VOCÊ determina a matéria, basta focar o seu referencial. E nosso cérebro é uma grande máquina para transformar toda essa energia circulante em realidade. Então, quando amanhecer o dia, diga para você mesmo: eu quero ser feliz e ter saúde, e você simplesmente terá, e não é fisioterapeuta, acupunturista, médico, físico, remédio ou qualquer outra coisa que vai impedir isso. E então você verá que um câncer pode ser curado simplesmente com força de vontade, sem qualquer toque mágico ou terapêutico.

Ao contrário do que se pensa, talvez sejamos simplesmente seres espirituais vivendo uma experiência material.

Abraços

George Kieling, fisioterapeuta.


2º TEXTO.


> From: XXXXX XXXXXX
> Sent: XXXXX XXXXXX
> To: prosaudebrasil@yahoogrupos.com.br
> Subject: Re: [acupunturabrasil] Re: Fwd: [docentesdata] Fw: [prosaudebrasil] Fraude com placebos abala as bases da ciência médica moderna
> Esta é uma bela reflexão!
> Pena que quem precisa refletir não irá ler ou se ler irá ler "mais um artigo".
> A tal "medicina" hoje em dia se resume em se o paciente tem ou não convênio médico...

"Pena que quem precisa refletir não irá ler ou se ler irá ler ´mais um artigo´."

Acho que foi o Zaratustra, de Nietzsche, que disse que "sua rede não era para todos os peixes", faço dele, então, as minhas palavras. Não podemos forçar as pessoas a abrirem os olhos, mas podemos abrir os nossos, e não para a verdade, mas para o conhecimento. O Mito da Caverna, de Platão, fala exatamente disso: se quisermos descobrir a verdade devemos deixar de viver nas sombras e sairmos para fora da caverna; só que muitas pessoas vivem mais felizes quando acreditam no que é mais fácil acreditar e essa passa então a ser uma felicidade que se vive através dos olhos de outros - uma falsa verdade!

Veja..., uma parente minha baixou o hospital, ontem, no CTI, por embolia pulmonar, estava entre a vida e a morte; hoje está em casa e se recuperando, porque após uma TC descobriu que não tinha nenhum trombo vagando descontroladamente e tinha sido apenas uma crise de coluna; o médico não soube fazer o diagnóstico diferencial correto e deixou todos nós apreensivos. Ontem, também, no meu serviço, alguém comentou que um conhecido seu baixou um bom hospital aqui em Curitiba (Hospital VITA) e estava no quarto trocado, tomando medicação errada, estava com febre e não tinha ninguém a acompanhando (após sair de uma cirurgia). E assim como estes, temos tantos outros casos parecidos.

Então eu pergunto: - é isto saúde? Médicos parecem um bando de "filhinhos de papai", com um "rei na barriga", querendo ganhar muito dinheiro em pouco tempo e decorando uma receita de bolo para tratamentos. Um individuo que se forma em medicina ou qualquer outra profissão da saúde, deste jeito, não terá a mínima chance de tratar alguém, porque seu horizonte de possibilidades é muito restrito - ele se especializou demais, virou máquina - tipo linha de montagem da FORD - , não sabe tratar de doentes, apenas doenças. Claro que isto se aplica a todos os profissionais da saúde e que ainda existem muitas exceções.

O que vemos hoje, é uma poderosa máquina montada para se ganhar dinheiro, e ninguém realmente está pensando na saúde.
Ora, a população sabe disso e começa a procurar caminhos alternativos, e encontra então as terapias alternativas que começam a despontar vertiginosamente. Então estas outras técnicas, ditas mais naturais, começam a ter uma maior importância e consequentemente, mais demanda, o que, claro, desequilibra a balança. A "máquina" então dá seu troco: tentar votar desesperadamente seu "ato médico", manda representante para televisão (Dr. D. Varella) dizer que fitoterapia faz mal, manda a agencia reguladora "regular" mais, tudo com um único intento: desacreditar o tratamento que a natureza nos oferece de graça. Mas isto é política!


Eu, como graduado em fisioterapia, tive uma formação bastante técnica, e com um gosto muito particular para a pesquisa científica, mas mantive minha mente aberta. E nesta abertura, surgiu a acupuntura como uma extensão natural da minha formação. Mudar de músculos, nervos e articulações, para canais de energia invisíveis foi um grande choque, mas sobrevivi. Com a formação em acupuntura passei a perceber que existe uma outra forma de encarar a saúde e que não necessariamente precisamos usar a máquina de ganhar dinheiro, como um fim e não como um meio - deixo bastante claro. Mas mesmo assim, dentro da "outra medicina" ainda temos muitos "mágicos" com "curas invisíveis", todos baseados na mesma premissa: ignorância de pacientes e de alunos que não querem sair da caverna de Platão.

Mas vamos a um exemplo mais interessante de como encarar a saúde de uma maneira holística, tentando vencer nossos preconceitos e quebrar paradigmas.

Há alguns meses, levantei uma questão no Acupunturabrasil e Prosaudebrasil sobre a "Teoria do ponto G", pois fiquei muito interessado em saber como essa energia fundamental é gerada e distribuída no nosso organismo. Em acupuntura chamamos essa energia de "Qi", e nessas discussões me referenciaram o mestre Mantak Chia. Com sucessivas leituras tive as primeiras noções de fractais; fiquei - e ainda estou - muito impressionado em saber como nosso corpo se comporta como um sistema fractal, e daí para chegar ao Universo Holográfico de Michael Talbot foi um pulinho. Mantive sempre minha mente aberta e ainda continuo lendo muito sobre isso.

Agora, a título de exemplo, imagine um anel de metal do tamanho de um dedo - simples e fácil, não é mesmo? aliás, um círculo deve ser a forma geométrica mais simples; agora vá colocando sucessíveis anéis em cima deste; se você olhar detalhadamente, ainda assim identificará alguns anéis do conjunto. Agora coloque milhares de anéis, milhões de anéis, bilhões. Quando você olhar para tudo isso não identificará mais um simples anel, mas sim, uma estrutura altamente complexa: mas ainda assim só haverá anel ali. Mas, como tudo isso será difícil de montar novamente, então vamos criar um código de duplicação: neste código eu digo que o 2º anel de cima está 20 graus à direita do de baixo, e que o 3º está inclinado em 90 graus e à esquerda do 2º, e assim sucessivamente. A este meu código eu dou o nome de DNA.

O nosso corpo é mais ou menos como este sistema de fractal feito com anéis: uma única parte do nosso corpo contém informações sobre todo o resto dele, tal como um sistema holográfico no qual a 3ª dimensão está embutida na 2ª; e todo o corpo funciona assim: como exemplo disso, imagine que se você fizer uma lobotomia e retirar engramas de memória do cérebro, que representam a memória recente, você ainda assim terá a memória recente, pois o cérebro é holográfico - uma única parte contem informações sobre o todo: outra parte do corpo irá lhe suprir esta perda.

Ainda... por mais que você aumente o número de anéis naquele sistema fractal, ainda assim você só terá anéis: se você colocar uma luneta naquela complexidade toda, verá o anel - temos anéis na orelha: auriculoterapia; temos anéis na sola dos pés: reflexologia; temos anéis nos olhos: iridologia; anéis nos ossos longos: técnica do 2º metacarpo; anéis na cabeça: cranioacupuntura; anéis nas mãos: koryo; anéis na genitália, no abdomen, nos dedos, no rosto, fica impossível listar aqui todos os anéis. Na medicina alternativa damos os nomes destes anéis de: microsistemas. Temos ainda dois microsistemas muito importantes na acupuntura: pulso e lingua: dois anéis que , se bem interpretados, poderemos receber informações de diagnóstico do corpo todo.

Mas imagine agora que este anel é uma unidade viva e que está unidade é composta de energia pura se relacionando interna e externamente, tal qual um átomo com elétrons a sua volta; então, nosso corpo todo é formado de energia, tal qual a energia do átomo, do DNA, da célula, do ser vivo, do Qi, do meio ambiente, do planeta, muito doido não é mesmo?

Somos pura energia, e este é o novo paradigma, temos que sair da concepção de curar o material para curar o imaterial, e o estudo da acupuntura vem a ser exatamente isto. Eu te pergunto: você tem que tratar o pulmão, o coração, o rim,... ou tem que tratar a pessoa toda?

Este fim de semana fiz o segundo módulo do curso "Tao do Amor e do Sexo", do Mantak Chia, em Curitiba, que de amor...não tem nada, mas... é fundamentalmente: alquimia interna taoista: vale a pena ler um pouco sobre isso.

Nas práticas, podemos treinar muito para identificar uma energia dentro da gente (Qi), concentrá-la e direcionar para onde quisermos; a professora nos fez acreditar que em alguns mestres só aprovam o aluno se ele conseguir aumentar a temperatura da sala trabalhando a sua energia interna (colocando termômetro da sala); um praticante de Karatê que quebra tijolos com as mãos está jogando toda a sua energia para as mãos;

Se podemos fazer o Qi circular por nosso corpo, podemos também impulsionar esta mesma energia para uma agulha, colocando então nossa "intenção" de curar para dentro do paciente com o uso da agulha.

Isto, meus amigos, não se aprende em curso de medicina, talvez nem em cursos de acupuntura, mas isso se aprende simplesmente deixando nossa mente aberta, como uma esponja a absorver novos conhecimentos, fazendo nós mesmos nossas buscas, procurando trilhar nosso próprio caminho. Infelizmente somos levados a procurar o mais fácil e então entramos num mundo supérfluo, de aparências, capitalista, selvagem, desordenado e que cada vez mais se expande para lugar algum. Talvez nunca quebremos este paradigma, mas alguns sabem que não existe nada lá fora, e que o melhor que temos está dentro de nós. Bastaria por o pé no freio e dizer: antes de conhecer o universo, quero conhecer a mim mesmo, talvez demorássemos mais algumas décadas para termos o GPS ou um boeing, mas não teríamos pobreza, guerras ou mesmo capitalismo.

A acupuntura me abriu novos horizontes e não tenho receio algum de lançar minha rede aqui no grupo para tentar conseguir alguns peixes, mas sei que a rede é apenas para alguns.

Fica aqui a idéia que precisamos ter nossa mente aberta, para que então possamos cobrar da sociedade uma terapia da saúde que seja mais holística, menos voltada para máquinas e remédios e mais voltada para a pessoa.

Abs..

George Kieling, fisioterapeuta.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

How Much Ignorance about War ... and God.

I´ve received this e-mail, today, by my list of discussion:

"SHALL WE HIRE A MONUMENT ENGRAVER TO GO TO ARLINGTON NATIONAL CEMETERY AND ADD THE MISSING WORDS?

THIS IS A MESSAGE FROM AN APPALLED OBSERVER:

Today I went to visit the new World War II Memorial in Washington , DC I got an unexpected history lesson. Because I'm a baby boomer, I was one of the youngest in the crowd. Most were the age of my parents, Veterans of 'the greatest war,' with their families. It was a beautiful day, and people were smiling and happy to be there. Hundreds of us milled around the memorial, reading the inspiring words of Eisenhower and Truman that are engraved there.

On the Pacific side of the memorial, a group of us gathered to read the words President Roosevelt used to announce the attack on Pearl Harbor:

Yesterday, December 7, 1941-- a date which will live in infamy--the United States of America was suddenly and deliberately attacked.


One elderly woman read the words aloud:


'With confidence in our armed forces, with the abounding determination of our people, we will gain the inevitable triumph.'


But as she read, she suddenly turned angry. 'Wait a minute,' she said, 'they left out the end of the quote.. They left out the most important part.Roosevelt ended the message with
'so help us God...'

Her husband said, 'You are probably right. We're not supposed to say things like that now.'

'I know I'm right,' she insisted. 'I remember the speech.' The two looked dismayed,
shook their heads sadly and walked away.

Listening to their conversation, I thought to myself, 'Well, it has been over 50 years; she's probably forgotten.'

But she had not forgotten.
She was right.

I went home and pulled out the book my book club is reading --- 'Flags of Our Fathers' by James Bradley. It's all about the battle at Iwo Jima



I haven't gotten too far in the book. It's tough to read because it's a graphic description of the WWII battles in the Pacific.

But right there it was on page 58. Roosevelt 'S speech to the nation ends in '
so help us God.'

The people who edited out that part of the speech when they engraved it on the memorial could have fooled me. I was born after the war! But they couldn't fool the people who were there. Roosevelt 'S words are engraved on their hearts.

Now I ask:
'WHO GAVE THEM TH E RIGHT TO CHANGE THE WORDS OF HISTORY?????????'

Send this around to your friends. People need to know before everyone forgets.


People today are trying to change the history ofAmerica by leaving God out of it, but the truth is, God has been a part of this nation, since the beginning. He still wants to be...and He always will be!


If you agree, pass this on and God Bless YOU!


If not, May God Forgive You!
"


And that was my answer:

"Yeesss...God bless the War, all the wars (I II III IV...) we are in, and let us be the winner, no matter the way: a hammer, a gun, a gun machine, a stick, a stone, with flattop, with many planes, many B-52, many atomic bombs...ohh...I like this God that like wars. He is so benevolent with the winners.
Merry Chistmas ...but a want you receive a rose, not a bomb, okay?"

How Much Ignorance in both cases....!!!